terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Janelas Paralelas


Convido-o a entrar
Mas aviso
Aqui não é possível ver
Apenas enxergar

Da janela de minha alma
Observe
Os sentimentos
Um pensamento
Breve

O vento acariciando os roseirais
A vida nua
O corpo aberto
Um porto sem cais

Silêncio exposto
Sorriso amarelo
Chuva em meu rosto
Som do que é belo

Entre
Sente ao lado da janela
Enxergue
Não veja a vida fora dela

Há muito a ser vislumbrado
É só abrir a janela ao lado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Devaneios de dor

Você me D E S T R U I U!
Despedaçou a minha alma e,
depois com toda a calma
a varreu

Varreu, como se fosse sujeira,
pra debaixo do tapete

Nem mesmo meu orgulho me faz companhia
me despi de tudo!
Rompi minha alegria
em meu mundo não existe mais a luz do dia

Me sinto nu!
nu de sentimento,
nu por dentro

Por que não me cravastes o punho ?
Fizestes do meu amor, aquilo que com ardor
tanto conquistei,
Lixo !
Sujeira da surrealidade reprimida
da ilusão que até então rompida,
me rasga todas as "manhãs de noite"

Agora, me calo!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Clarão

Amo-te pelo que és
Amo-te, simplesmente, pelo que fostes
Amo-te, demasiadamente, ao vento
E amo-te, ainda que sem intento
Mas por amar-te tanto
É que procuro viver como se tu fostes apenas um clarão!
Lindo, belo, luminoso e indescritível
Mas, apenas um clarão


Perdoe-me amor
Mas como viver sem a ideia de que tu fostes um clarão
Se não posso suportar o vislumbre de que ainda, tu, poderias estar aqui?
Portanto, permito que a noite venha
E assim, sorrio ao acordar
Pois tu estas lá
Em minha janela
Lindo, belo, luminoso e indescritível
Mas, apenas um clarão...


E a vida, noite...


Diogo Marcello