quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Teimosia


Eu te sinto
Eu te venero
Todas a noites
Eu te espero

Sou seu devoto
Sou seu amante
Sou seu escravo perseverante
Eu te suplico
Sim! Eu te rogo
Para o meu âmago, volte logo

Ah, meu amor
Venha me amar
Pois sem você
Nem mesmo sei rezar

Eu te respiro
Eu te admiro
Recordo nossos beijos
E morro num suspiro

Eu te sinto
Eu te venero
Todas a noites
Eu te espero

E todas as noites...

Ainda te quero.

Diogo Marcello





quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Desabafo Morto

O olho
Mas não o enxergo
Há uma sombra entre nós
Um vulto constante

A caligrafia nítida pela qual eu o lia
Tornou-se um borrão de tinta
No papel timbrado

Temo jamais tê-lo visto
Pior...
Temo jamais tê-lo encontrado

É como se todo aquele brilho
Tivesse se escondido
Toda minha fé em seu ser,
Escapado

A admiração com a qual eu o vestia, o despiu
Dando asas ao inesperado que, então, surgiu
O irreversível desapego...

Diogo Marcello











sábado, 12 de novembro de 2011

Vivo!


Se tenho certeza de que o caminho que escolhi para mim é o certo ?
Tolos !
Óbvio que não !
Não há certezas.
Há fé!
E isto, já ultrapassa qualquer certeza.
Não sou fiel ao mundo, meu caros, nem tampouco, ao gostos humanos.
Sou fiel a algo que vai muito além disto...
Sou fiel a minha alma.
Espírito.
Voz.
Meu nome? Casca.
Meus olhos, núcleo.
Meu coração é a máquina que bombeia as emoções.
Meu Ser é quem as sente.
Sentir!
Ah! Sentir...
Isto, sim ! Vai muito além de qualquer certeza...
Isto, sim! Vai muito além de qualquer fé...

Diogo Marcello

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amarga Felicidade



Feliz sou eu
Por um dia em seu peito ter repousado
Feliz sou eu
Por um dia sua boca ter beijado
Feliz sou eu
Por um dia seu coração poder ter tocado
Feliz sou eu
Por um dia em seu corpo ter mergulhado

Feliz sou eu
Por um dia, por você, ter lutado
Feliz sou eu
Por um dia seus erros ter perdoado
Feliz sou eu
Por um dia descobrir que acreditar em suas promessas não foi errado
Mais Feliz sou eu
Por hoje entender que possuo o dom que a você não foi dado...
O dom de amar.

Diogo Marcello

domingo, 6 de novembro de 2011

Invasão

Interior Desconhecido

Esta noite sofri
Sofri a dor de uma noite solitária
Uma cama vazia
Um lençol limpo
Esta noite, vi
Não havia ninguém
Senti a dor da amizade distante
Silenciosa, fria
Nada, absolutamente nada, além do meu frio calor, protegeu-me dos monstros, fantasmas e gritos de dor
Sorrisos me arrepiaram
Abraços me sufocaram
Beijos me envenenaram
Mas a chuva não caiu
Então, adormeci.



Diogo Marcello.

Questione-me.

Questione-me
Questione-me com sua inteligência
Com sua negligência
Questione-me com seu olhar crítico
Com seu sentimento rústico
Questione-me
Questione-me com amor
Questione-me com ardor em suas perguntas
E queime...
Queime com minhas respostas
Sem fundo, nem mundo
Coerentes e improcedentes
Frias e vívidas
Questione-me meu amor...
Apenas questione-me.


Diogo Marcello

Meu eu (?)

Minha vida é intensa.
Meus sentimentos são intensos.
Eu ja parei de tentar lutar contra isso.
É assim que a vida quer.
É assim que será, quer eu queira, ou não.

"Eu sou assim."
Ja desisti desta frase também.
Afinal, "hoje eu sou". Amanhã, "eu nunca serei".
Palavras são fortes. Rótulos, toscos.

Sou devoto do amor.
Apenas do amor...
E aos religiosos indignados com tal declaração,
eu pergunto: O que é DEUS se não, amor ?

Respiro música.
Penso livros.
Falo poesia.

Detesto egoísmo, menosprezo ingratidão.
Eu preciso sentir fluir o amor de você, é o meu espírito.
É o sopro que mantém acesa a minha alma.
Caso contrário...não, ela não se apaga, mas inflama de uma tal maneira,
a queimar toda a sua lenha.

Me entedia as pessoas  me dizendo que sou radical.
Contrariar opiniões é ser radical?
Querer viver a vida como se ela fosse única é ser radical?
Não me dobrar ao pés de quem acha que sabe tudo é ser radical?

Eu questiono. Eu gosto disso.
Eu vivo. Quieto. Pacato. Silencioso, mas ao mesmo tempo, impactante,presente, vivo!

Não preciso de muitos, são os poucos que me fazem felizes.
Não se pode amar a tantos de uma só vez.
Não há madeira suficiente em todos.

Eu busco a paixão.
A encontro e a moldo, transformando-a em amor. (Se houver lenha para isso.)

Não.
Este não sou eu.
Apenas uma parte de mim que eu descobri hoje.

Por favor.


Acho que preciso morrer hoje
Pois sinto extrema necessidade de nascer amanhã.